Esta receita faz parte de uma série de receitas com este novo e magnífico produto de Beverly Nutrition. Não é que isto seja alguma novidade mundial ou um produto revolucionário inventado por esta marca de suplementos, de facto, já existem no mercado várias farinhas de aveia com aroma.
Basicamente trata-se de aveia moída com aroma e sucralose (adoçante), este sabor a chocolate brownie também tem adição de cacau.
Este tipo de produtos são muito práticos na hora de ter que fazer uma refeição rápida, pequeno-almoço ou snack, sem açúcar adicionado e já com sabor incluído. Serve para fazer papas, crepes, panquecas, waffles bolos, batidos, muffins e muito mais. Claro que se me perguntam o que será melhor entre este tipo de produtos e os flocos de aveia integral, a minha resposta será obviamente os flocos, mas não posso negar que este produto é bem mais prático e com um sabor incrível!

Para quem segue o MM habitualmente sabe que uso aveia em inúmeras receitas pois é um cereal com características muito especiais para os desportistas, desde o seu conteúdo em proteínas, hidratos de carbono complexos, fibras e chegando aos beta-glucanos, polissacarídeos com diversos benefícios para o organismo e que já contam com a aprovação da EFSA no que toca ao seu efeito sobre o controlo lipídico no sangue. 
Paralelamente existem estudos comprovando o seu efeito benéfico no intestino e sistema imunitário. Para os interessados podem ler o documento que deixo neste link

Ciência à parte, vamos ao que interessa...

Estes muffins podem ser feitos no microondas ou no forno e podem basear-se nesta receita para personalizarem uma que mais vos agrade. 

Ingredientes (para 4 muffins):

2 Ovos L ou 110ml de claras líquidas
45g Instant Oatmeal Chocolate Brownie
1 Colher de Sopa Iogurte grego ou queijo quark (15g)
1 C.chá Farinha de alfarroba
1 C.café Fermento para bolos
Canela e raspas de laranja à gosto.

Preparação:

Partir os ovos para um recipiente bater com os restantes ingredientes com ajuda de um garfo ou colher até obter uma massa homogénea e sem grumos.
Repartir esta massa por 4 silicones para muffins e levar ao microondas em potência máxima por uns 2 minutos, este tempo depende da potência do vosso microondas.
No forno: pré-aquecer o forno a 180º e levar os muffins por uns 20 a 30 minutos.
Podem dobrar ou triplicar a receita e fazer logo uma remessa de muffins para armazenar!







A 20 anos atrás quando comecei a estudar os suplementos alimentares para desportistas, não tinha bem a noção do que estava dentro das embalagens que "ajudavam a crescer os músculos". 
Nessa altura vendiam-se suplementos que hoje em dia são completamente desconhecidos do público em geral, e alguns deles à espera de voltarem a estar na moda:
Fígado Dissecado, Gama Orizanol, PABA, GABA, Beta-Sitosterol, Octacosanol, Fucosterol, MCT, entre outros.
Qualquer fórmula dita Anabólica que se prezasse poderia conter um, vários, ou até todos estes e mais alguns ingredientes!

Mas hoje não venho contar histórias sobre a suplementação dos anos 90, venho tentar desmistificar e esclarecer que raio são os MCT's e porque a sua comparação com o óleo de coco. Paralelamente falarei um pouco mais sobre o óleo de coco e esta moda louca à volta dele. Será que todo o óleo de coco é igual?, Se o óleo de coco é rico em MCT para que tomar MCT isolado?, Sendo maioritariamente gordura saturada é de facto tão saudável como dizem?. Estas e outras questões ficaram respondidas no decorrer deste artigo.

Para quem já ouviu falar de MCT (Triglicéridos de cadeia média) sabe que são ácidos gordos de cadeia média e que têm um comportamento específico e especial no nosso organismo. Para quem nunca ouviu falar mas consome óleo de coco ás colheres porque dizem que faz bem, pois é precisamente por o óleo de coco ser rico em MCTs!

Agora vamos lá arrumar a casa!

O que são MCTs?
Triglicéridos de Cadeia Média são ácidos gordos cuja cadeia é de comprimento médio! e esta ah? quem diria!.. Estes contêm entre 6 a 12 átomos de carbono e o mais engraçado é que eles têm nomes:

- Ácido Capróico (contém 6 átomos de carbono)
- Ácido Caprílico (contém 8 átomos de carbono)
- Ácido Cáprico (contém 10 átomos de carbono)
- Ácido Láurico (contém 12 átomos de carbono)

No caso deste último, o ácido Láurico, não é consensual a sua definição como MCT, muitos autores consideram este ácido gordo um LCT (Triglicérido de cadeia longa), de facto quimicamente é um MCT mas biologicamente é mais parecido com um LCT, mas calma, dediquei um tópico mais abaixo para explicar isto. Os óleos alimentares que conhecemos podem conter quantidades diversas de ácidos gordos de cadeia curta, média e longa. A maior parte destes óleos são uma mistura de vários ácidos gordos de comprimentos distintos.
O Óleo de Coco contém estes quatro ácidos gordos e em quantidades bem generosas, cerca de 60% do óleo de coco são MCTs.

O MCT é extraído do óleo de coco?
Sim e não, de facto nem todo o MCT que conhecem engarrafado como suplemento alimentar é extraído do óleo de coco. O óleo de palma, por exemplo, também é bastante utilizado para a produção de MCT. Dependendo da fonte a proporção entre os ácidos gordos poderá variar, mas na sua maioria são compostos por C8 e C10 (ácido caprílico e capróico) maioritariamente. O rácio entre eles de uma maneira geral anda nuns 60:40 respectivamente. Vindo do coco ou da palma a razão entre eles não diverge muito. Existem produtos no mercado mais ricos em ácido caprílico (C8) com propriedades antifúngica intestinal. 

São melhores os MCTs oriundos do coco que da palma?
Na verdade tanto faz tomar MCTs vindos da palma ou do coco, pois estes ácidos gordos (AGs) são extraídos por esterificação e no fundo o que estamos a ingerir são apenas os ditos ácidos gordos isolados e não eventuais propriedades das suas fontes. A escolha da sua origem pode prender-se mais por questões morais e éticas, pela produção massiva de óleo de palma que destrói o habitat de alguns animais e todo o ecossistema envolvente. Para quem tem interesse nestes assuntos pode seguir este LINK.
O problema neste caso é que 99% dos produtos no mercado não referem (nem são obrigados a isso) a origem, e muitos deles, nem a proporção e quantidades dos AGs contidos.



Ácido Láurico
Um dos protagonistas de toda esta novela, já provou a sua capacidade antibacteriana em diversos estudos. Tanto o ácido láurico como o seu derivado mais activo a monolaurina contam com alguns estudos interessantes no que toca à sua capacidade antibacteriana.
A controvérsia está em que muitos autores não o consideram exactamente um MCT pois ao contrário dos outros (C6, C8, e C10) que após serem absorvidos no intestino entram na circulação enterohepática (uma espécie de circuito entre o intestino delgado, visícula biliar e fígado. Ver imagem), nem todo o ácido láurico segue este caminho, uma parte dele segue via quilomícrons pelo sistema linfático até a corrente sanguínea, caminho utilizado pelas gorduras de cadeia longa LCTs.


Imgem retirada do site: http://www.lookfordiagnosis.com
E perguntam vocês: mas qual a diferença de ser absorvido por uma via ou por outra? e perguntam muito bem... Ora bem, as gorduras que vão pelo caminho mais longo que é como quem diz pelo sistema linfático, antes de chegarem ao fígado passam pelo tecido adiposo e músculos onde podem ser armazenados. Já no caso dos MCTs, passam primeiro no fígado e não no tecido adiposo por isso são queimados como energia e dificilmente são armazenados no tecido como gordura. Esta é uma das vantagens dos suplementos de MCTs quando comparado ao óleo de coco.
O caso com o ácido láurico, é que a maior parte dos suplementos de MCTs no mercado não referem quais os AGs que contêm, sendo este considerado um MCT e representando cerca de 50% do óleo de coco, é mais rentável extrair ácido láurico que os restantes C6, C8 e C9. Isto não quer dizer que o ácido láurico isoladamente seja de inferior qualidade que os restantes, muito pelo contrário, até tem benefícios demonstrados clinicamente para o organismo, mas tendo em conta a forma distinta de absorção, como já expliquei, comparado com os seus irmãos MCTs, não é um "pura sangue" e se compramos um frasco de MCT vamos querer que na sua maioria contenha os mais poderosos MCTs, ácido cáprico e caprílico!


Óleo de Coco:
Extraído obviamente do coco, existem vários tipos de óleo de coco, é usado extensivamente em países tropicais, especialmente nas Filipinas, Índia, Tailândia, Sri Lanka, etc. Este perdeu a sua popularidade nos países ocidentais devido ao seu alto conteúdo em gordura saturada e à campanha contra este tipo de gordura protagonizada pela industria dos óleos de milho e soja nos anos 70. Nesta última década, as coisas começaram a mudar, afinal a gordura saturada não era o "bicho" que se pintava e estes óleos e gorduras vegetais muitas delas hidrogenadas e/ou interestificadas ricas em ácidos gordos trans começam a perder terreno!
Existem vários tipos de óleo de coco, mas aqui só vou falar de dois: Refinados ou RBD (Refinado, branqueado, desodorizado) e Virgem.
Não me vou alongar muito neste assunto pois isto daria pano para mangas, qualquer um destes óleos de coco contem  a mesma quantidade de MCTs, a única diferença é que o virgem preserva outras substâncias como vitaminas e polifenóis presentes no coco. Por isso aconselho sem dúvida o óleo de coco virgem extraído por pressão a frio. Mas brevemente aqui na Masterclass tratarei deste assunto como deve ser.

E Agora?
Juntando as peças deste puzzle e organizando as ideias aqui deixo as minhas conclusões e considerações:

- Em primeiro lugar, seja MCT ou simples óleo de coco, escolham um bom produto, um MCT tem que dizer no rótulo que AGs estão nele contidos para poder ter a certeza do que se esta a tomar. Quanto ao óleo de coco optem por um óleo de coco virgem de pressão a frio. Uma boa dica é tentar escolher o óleo pelo aroma, quanto mais aroma a coco melhor produto será! Agora não vão para as lojas abrir e snifar frascos antes de os comprar por favor!!

- Em segundo lugar, tanto um, como o outro, podem ter lugar na vossa alimentação, tudo vai depender do vosso objectivo e/ou fase da dieta em questão. Se procuram um substituto a óleos alimentares comuns ou uma gordura mais saudável, optem sem duvidar pelo óleo de coco. Se a vossa dieta é baixa em hidratos e precisam de uma gordura para dar um kick energético, então mais vale optar pelo MCT. 

Os suplementos de MCT são uma ferramenta muito útil na hora que queimar gordura, e é neste contexto que os aconselho e considero determinantes. Uma dieta bem elaborada com algum efeito cetogênico irá beneficiar certamente da utilização dos MCTs.

Conclusão final:
Se tivesse que fazer uma distinção simplista entre utilização do MCT e do Óleo de Coco, diria que o primeiro será mais indicado para desportistas com grandes exigências energéticas e com grande rigor dietético em fases específicas de secagem ou pré-competitivas e o segundo serve para qualquer individuo que pratique, ou não, desporto, e que queira melhorar no geral a sua alimentação, munindo-se de uma gordura que pode ser considerada um superalimento.
Em ambos o casos deverão ser integrados num plano nutricional específico e planeado para tirar o máximo partido destas fabulosas gorduras.




Olá a todos! 

Usei o título "Cereais Integrais" propositadamente, pois há inúmeros fabricantes deste tipo de produto a usar esta designação nas suas embalagens e a criar a ideia que não há coisa mais saudável que ingerir uma boa porção deste fantástico pequeno-almoço todos os dias de manhã! O problema é que a maior parte dos consumidores vão atrás de uma caixa na prateleira do hipermercado que tenha um símbolo de uma espiga verde toda catita e de uma linda frase a dizer: "Todos os benefícios dos cereais integrais" e pronto, já está! vão todos contentes para casa com uma caixa de farinha e açúcar a pensar que levam o pequeno-almoço mais saudável de sempre! 



Sem querer ferir susceptibilidades, pois há por aí grandes defensores acérrimos e completamente "viciados" neste tipo de "alimento", o chocapic e seus primos, são todos a mesma coisa: AÇÚCAR!

A título de curiosidade deixo aqui um link de um artigo sobre barras de cereais fitness, que assim como estes cereais fazem passar uma imagem que nada tem a ver com o que na verdade são. Mais do que Junkfood estes produtos são Fakefood! Isto porque tentam enganar-nos a dizer que são saudáveis, cheios de fibras e energia de longa duração e demais balelas!... Tretas!

Quero dizer com isto que nunca devemos dar aos nossos filhos este tipo de alimento?
Não sejamos radicais a esse ponto, eu próprio na minha infância cheguei a comer Corn Flakes e outros produtos deste tipo, e bem que gostava (o açúcar vicia), mas o que digo é que devemos ter tento. Se eles não pedem, nem vale a pena forçar a barra, até porque mais dia menos dia vão acabar por pedir e nessa altura teremos que explicar e ensinar que nem tudo o que se vê na TV é verdade!...

Após esta pequena introdução, e pondo de parte a minha costela de activista contra o que considero crimes alimentares, vamos ao que interessa, pôr mãos na massa e fazer nossos próprios cereais matinais. Estes sim, bem cheios de nutrientes e tudo o que precisamos para começar bem o dia!

Criei esta receita pela necessidade de arranjar uma opção de pequeno-almoço saudável e verdadeiramente energético para nós e nossos filhos. 

Já foi testado, provado e comprovado por crianças de várias idades e todos eles adoraram! não é chocapic nem estrelitas mas posso garantir que de sabor não ficam nada a desejar e com uma (ou mais!) grande vantagem: energia prolongada a sério e níveis de saciedade bem superiores.

Vamos lá então explicar como fazer estes "Cereais Integrais" à la Master Músculos!

Ingredientes:
100g de flocos de aveia (finos)
50g de Farinha de aveia (aveia moída)
50g de Farinha de Amêndoa
60g de Maça em pó* 
35g de Óleo de coco
20g de Coco Ralado
1/2 colher de café de sal marinho (se usar manteiga com sal já não precisa sal)
Aroma de baunilha e/ou canela à gosto
Água ou leite vegetal (coco, aveia, amêndoa) q.b.

*O ingrediente chave aqui é a maçã crocante Fruut. Este excelente ingrediente vai servir de adoçante para os nossos cereais, para isso temos que pulverizar a maçã com a ajuda de um processador de alimentos. Podem substituir por puré de maça ou outro fruto sem açúcar. Neste caso seria umas 150 a 200g de puré.




Agora toca a fazer a mistela:
Muito simples (como sempre), colocar todos os ingredientes secos numa taça ou tigela grande e mistura-los bem. De seguida adicionar o óleo de coco e umas duas colheres de água (ou leite de amêndoa, coco, aveia, etc). Amassar com as mãos de forma a criar uma espécie de granola húmida.
Nota: Outra opção à maça em pó ou o puré de fruta embalado pode ser improvisar com banana bem madura, tâmaras ou mel.




Colocar mais líquido se necessário. O objectivo é que a massa compacte ao apertar com as mãos. Penso que as imagens são bem elucidativas. Nesta fase até podem fazer umas barras ou bolachas em vez de cereais de pequeno-almoço! 

Um conselho: Façam esta receita com os vossos filhos, a participação activa nestas tarefas fazem com que eles também ganhem gosto por aquilo que comem, e ainda por cima vão adorar comer o que confeccionaram! 


Distribuir a mistela num tabuleiro rectangular forrado com papel vegetal, aqui podem esfarelar e distribuir bem ou apertar a massa entre as mãos e criar pequenos caroços rústicos, algo nada estético mas que vai ficar muito bom!


Levar ao forno pré-aquecido a 180º durante 15 a 20 minutos ou até ficarem com uma cor mais dourada.


E pronto! estão feitos!... Agora é só deixar arrefecer e guardar bem fechados num tupperware ou recipiente hermético. 
Podem servir com leite, iogurte ou mesmo à seco! São excelentes e bem nutritivos.

Deixo aqui uma tabela nutricional de valores dos macronutrientes destes excelentes cereais matinais, estes valores foram calculados servindo-me das tabelas nutricionais dos próprios ingredientes utilizados. São valores aproximados evidentemente, mas julgo que a margem de erro é curta pois costumo ser bom a matemática! :)



Deixo aqui também uma tabela nutricional dos Cereais Integrais Estrelitas a título comparativo...


Sim os Master Clusters são mais calóricos!... mas também são mais proteicos (o dobro), têm menos açúcar, mais fibra e sobre tudo mais saciedade! 

Tenham em conta que esta receita pode servir de base a muitas outras, podem alterar as quantidades e os ingredientes consoante os vossos objectivos e opções alimentares. Se querem uns cereais sem gluten por exemplo, trocar os flocos de aveia por flocos de qunoa ou mesmo por aveia sem gluten, se não comem cereais usem frutos secos e sementes apenas... As opções são muitas e o que é preciso é apenas ter imaginação e vontade!


Um dos meus hobbies preferidos é proteinizar receitas conhecidas. No tempo que trabalhei em pastelaria aprendi a fazer cocos ou coquinhos, como queiram chamar-lhes, e posso dizer que os fazia muito bem! Existe um truque que não é referido nas receitas que se encontram por essa internet fora, um truque que serve para abrir os flocos de coco e torna-los mais fofos. Chama-se: Escaldar o coco. Pode-se escaldar o coco com água ou manteiga, basicamente é despejar uma pequena quantidade de água bem quente (a ferver) por cima do coco e envolver bem, algo parecido com o que se faz com a farinha de milho para fazer broa de milho. Os flocos de coco duplicam o volume e ficam mais esponjosos, desta forma o resultado final serão uns coquinhos com corpo aveludado e ao mesmo tempo húmidos!

Passando à frente esta dica pela qual não vos cobro nada, vamos então explicar esta receita. 
Para conseguir aumentar a quantidade de proteína destes cocos e ao mesmo tempo melhorar o rácio entre os seus macronutrientes usei farinha de amêndoa. Podem usar farinha do outro fruto seco, noz, avelã, etc, mas a amêndoa é mais neutra de sabor e combina lindamente com coco!

No fim do post deixo uma tabela comparativa com os valores nutricionais aproximados da receita original feita com açúcar e desta versão proteinizada, para poderem conferir o que se ganha com esta alteração a nível nutricional.

Ingredientes:
200g Coco ralado.
200g Farinha de amêndoa.
5 Ovos grandes (caseiros de preferência)
15g Óleo de coco.
2 C. Sopa de Mel* (podem usar xarope agave, bordo, stévia, sucralose, etc)
1 Colher Chá Stévia em pó 
100ml de água (a ferver para escaldar o coco)

*O tipo e quantidade do(s) adoçante(s) é à gosto. Podem ir adicionando pouco a pouco e conferindo.

Preparação:
Antes de mais é preciso escaldar o coco, processo que não dispenso sempre que faço cocos. Para escaldar o coco basta aquecer a água junto com o óleo de coco no microondas durante um minuto ou o suficiente para a água começar a ferver. Despejar a água por cima do coco ralado e envolver bem até este absorver a água. O coco vai esponjar e aumentar o seu volume, adicionar agora a farinha de amêndoa e misturar bem. Partir os ovos e bater noutro recipiente, adicionar agora os ovos batidos e o mel ou qualquer outro adoçante da vossa preferência, amassar bem até formar uma massa húmida e pegajosa mas minimamente moldável.

Para formar os cocos costumo usar o saco de pasteleiro, mas isto fica ao vosso critério, podem usar uma saca plástica de congelação e cortar um canto e assim improvisar um saco de pasteleiro ou simplesmente podem encher as formas à colherada.

Costumo usar dois tabuleiros para muffins e umas formas de papel, mas também podem usar aquelas forminhas de silicone que são bem práticas.




Após estarem dispostos nas suas respectivas formas levar ao forno médio (180º) uns 15 minutos. Decorei com umas bagas de cranberries em vez da tradicional cereja.
Estes coquinhos ficam obviamente um pouco diferentes dos tradicionais, mas o sabor a coco continua bem marcado. Lembrem que na receita original para 200g de coco se utiliza 200g de açúcar, o que de facto é bem exagerado, metade, ou menos dessa quantidade de açúcar era mais que suficiente.





Deixo aqui tabela comparativa da receita original e a versão proteinizada com amêndoa:




Como podem observar, para além da quantidade de proteína ser mais do dobro, os hidratos de carbono e mais precisamente os açúcares descerem consideravelmente. 
Muitos dirão que as calorias e a gordura também aumentaram, e têm razão, mas trata-se de boa gordura e calorias carregadas de nutrientes!!



Já tinha ouvido falar, até já sabia que existem pizzarias e alguns fabricantes de comida plástica que utilizam esta bazófia, mas nunca pensei, eu próprio ser enganado, eu que leio cada embalagem, cada rótulo, cada ingrediente. Não porque seja maluquinho mas porque faz parte do meu trabalho... Já dizia a minha mãe: no melhor pano cai a nódoa! e que nódoa!
Não é coisa que compre muito a miúdo, mas esta saquinha de queijo ralado que esta na imagem estava a olhar para mim na prateleira junto de outras muito idênticas, nem sei se terá sido a imagem que está na embalagem, daquela fatia de pizza com queijo derretido a escorrer de forma pornográfica e completamente irresistível, se foi apenas a vontade de não ter que ralar queijo em casa, mas a verdade é que comprei. Este tipo de queijo hoje em dia vem com amido de milho ou trigo a servir de anti-aglomerante, no fundo para que o queijo ralado não se cole todo, por isso é que não costumo comprar e quando o faço não compro qualquer um. E por isso mesmo estou furioso comigo próprio, por nem sequer ter conferido a lista de ingredientes desta embalagem.

O que é certo é que não podia deixar de partilhar e alertar a todos, os que assim como eu, se preocupam com o que metem à boca, que existem no mercado cada vez mais aberrações deste género a serem comercializadas como se de um alimento se tratasse. 
Isto não é um alimento é um produto de pura química alimentar como pedem constatar na lista de ingredientes: 



Trata-se de uma mistura macabra de óleo de palma, água, amido, caseína e os truques do costume, neste caso uns sais (ácido cítrico, citrato de sódio e fosfato de sódio) que funcionam como emulsionantes, umas gomas como estabilizantes, o sorbato de potássio (E202) como conservante, celulose como anti-aglomerante e pronto! Bruxedo concebido!!

Na verdade nem posso dizer que me tenham enganado, porque esta embalagem não diz "queijo" em lado nenhum! Mas o problema é mesmo esse, não diz mas parece, aliás, faz-se passar por queijo, pois a própria imagem com a dita pizza induz em erro! todos sabem o que leva a pizza por cima, QUEIJO!! e não um monte de gordura com farinha e uns pós à mistura!

Antes de deitar ao lixo esta embalagem, pois já tinha aberto e por isso não podia devolve-la, uma curiosidade mórbida invadiu-me e coloquei um pouco deste pseudoqueijo no microondas, só para verificar como seria o aspecto derretido, até porque foi essa imagem que terá provocado em mim tal apneia cerebral que não me deixou ver o lixo que estaria a comprar.

Deixo a seguir uma fotografia que prova a real bosta que este produto é! Desculpem a linguagem mas de facto não encontro adjetivo mais completo para descrever este pedaço de nhanha...



O cheiro a óleo é insuportável e o aspecto meloso e nojento em que aquele ralado todo bonito se transformou em nada se parecia com aquela imagem de pizza que me fez cometer o pecado.
Deixo aqui o alerta e sobre tudo o aviso aos consumidores menos atentos, já que as autoridades alimentares consideram isto um alimento e não obrigam os fabricantes a informar o consumidor de se tratar de um análogo ou sucedâneo e não de um queijo verdadeiro. No fundo o que interessa é que se paga impostos tá ok.
A legislação não permite que estes produtos tenham o nome de "Queijo" e de facto este não tinha, mas o problema é que se não estiverem atentos compram gato por lebre. Também é importante referir que muitas pastelarias, pizzarias e outros estabelecimentos usam estes análogos do queijo (mais baratos). Por isso a próxima vez que pedirem uma tosta mista exijam que seja com queijo verdadeiro.

Como nota final deixo a tabela nutricional deste junk, e como seria de esperar nada tem a ver com o queijo! Tabela esta que nem vou comentar porque fala por si própria, se pelo menos tivesse olhado para ela!... 



Se conhecem ou se também já foram enganados com produtos do género, partilhem a vossa experiência nos comentários.
Não quero imaginar pizzas, lasanhas, e até francesinhas feitas com esta W3RD@





A dieta paleolítica continua a dar que falar, seja por uma questão de moda ou por realmente resultar com quem a segue, parece-me que é um estilo de dieta que veio para ficar. Eu por cá, vou partilhando algumas receitas paleoamigáveis que podem ajudar a quem optar por este tipo de alimentação ou simplesmente para quem quer alternativa aos alimentos processados tradicionais. Isto com uma boa dose de proteína claro está!

Já fiz por cá alguns pães paleolíticos como podem conferir aqui e aqui e depois de ter testado várias receitas cheguei a esta que hoje vos partilho.
O resultado foi tão bom que me levou a repetir e fazer um vídeo para constatarem o simples e rápido que é fazer um pão deste gabarito!
Atenção que chamo de pão pelo formato e porque podemos usa-lo como substituto do convencional, mas não esquecer que não tem nada a ver no que toca a sabor, textura e sobre tudo, valor nutricional. É húmido e fofo e os aromas e sabores são bem intensos. Tem um sabor "amendoado" e ao mesmo tempo "spacy". Podem torra-lo como se de pão se tratasse ou comê-lo "a solo" de qualquer forma fica divinal. 

Esta vídeo-receita foi partilhada dezenas de vezes e conta com alguns milhares de visualizações no Facebook. O pequeno clip é bem explicativo evitando a existência de uma receita escrita, mesmo assim as dúvidas e perguntas foram bastantes e fui "obrigado" a escrever este post com a receita e algumas explicações e dicas.

Ingredientes:

Secos:
  • 200g Farinha de Amêndoa (os amêndoa moída)
  • 1 C. Chá Stevia em pó
  • 1 C. Chá de canela em pó
  • 1 C. Chá noz moscada
  • 1 C. Chá Bicarbonato de sódio ou fermento para bolos
  • 1 C. Café flor de sal

Húmidos:
  • 6 Ovos (caseiros de preferência)
  • 270g (1 Châvena) Puré de abóbora*
  • 1 C. Café extrato líquido de baunilha
  • Mel q.b. (uma ou duas colheres de sopa são suficientes)

*Existem várias formas de fazer um puré de abóbora, nós em Portugal não temos acesso fácil à solução mais prática que é puré de abóbora em lata, por isso temos que fazer em casa. Há quem coloque a abóbora no forno com casca e tudo durante umas duas horas e depois raspa a "carne", eu confesso que não tenho muita paciência nem tempo para estar com esse trabalho, por isso opto por fazer à minha maneira: cozer a abóbora em água, operação que demora 25 a 30 minutos, bem menos que assa-la no forno, deixo escorrer bem e passo tudo no processador ou varinha! e pronto! 

Preparação:
Acho que aqui o vídeo não deixa qualquer dúvida, no entanto para quem se pergunte sobre a forma a usar, uma de bolo inglês serve perfeitamente, deixo também o conselho de untarem a mesma com óleo de coco ou manteiga (de vaca) e polvilharem com farinha de coco. Outra dica será a de colocarem no fundo da forma papel vegetal, assim será bem mais fácil para desenformar.
Aconselho a testarem está receita que já se tornou numa das minhas favoritas pois o resultado é fabuloso.








E aqui estou eu outra vez a falar de panquecas! sim panquecas proteicas claro! e desta feita as panquecas mais anabólicas de sempre...


Panquecas (Americanas)
Antes de mais, deixem-me confessar que gosto de chamar as coisas pelo seu nome,  e para quem ainda não sabe a diferença entre panquecas e crepes deixo aqui duas imagens para ajudar.


Panquecas são mais altas e consistentes, a massa tem mais volume e densidade. São normalmente cobertas com molhos ou xaropes.





Crepes (Franceses)

Os crepes por sua vez são finos e bastante elásticos, podendo ser enrolados ou dobrados com ou sem recheio.

Aqui no blogue tenho várias receitas de CrepesPanquecas, todas elas pensadas para o atleta que  se preocupa com o que come, evidentemente, mas noto que existem dúvidas em distinguir o que é uma coisa e o que é outra. Espero ter dissipado as vossas dúvidas pois já não conseguia viver assim!...

Independentemente das diferenças físicas de qualquer um destes pratos, que normalmente dependem da perícia e competência do cozinheiro,  o mais importante são as suas características químicas (nutricionais) e estas dependem única e exclusivamente dos ingredientes utilizados!
Aqui no blog tento fazer bem as duas coisas, ou seja, procuro receitas que consigam ser boas a nível sensorial, que fiquem com bom aspecto (os olhos também comem) e sobre tudo, que nutricionalmente sejam bem recheadas e completas... Penso que o tenho conseguido...

No seguimento desta ideia apresento aqui uma receita (mais uma) de umas panquecas, bem rápidas de fazer, deliciosas, bonitas e carregadas de macros!
Aconselho vivamente que as façam em casa para a família, amigos, namoradas, vão certamente causar sensação e sentir-se-ão na pele de um autêntico Chef! 

Chamo de anabólicas a estas panquecas porque levam ingredientes anabólicos! Tudo ingredientes que qualquer louco por aumentar a massa muscular é obrigado a ingerir. A combinação deles fazem destas panquecas um alimento altamente anabólico e ao mesmo tempo viciante!

Agora prestem atenção que aqui vai a receita! let's look at the trailer...

Ingredientes:

Apresento as medidas em chávenas pois quero que sejam rápidos a fazer esta receita! Quanto ás contas de macronutrientes, eu já as fiz por isso não se preocupem.

1/2 Chávena flocos ou farinha de aveia
1/2 Chávena Claras liquidas ou ovos
1/2 Chávena Queijo Quark (na falta deste pode ser fresco ou requeijão)
1/2 Chávena Whey Protein Baunilha
1/2 Banana madura (ou pêra, morangos, manga, etc) 
1 Colher Chá fermento para bolos ou bicarbonato de sódio (opcional mas aconselhável para dar ar à massa)

Preparação:

Costumo fazer esta massa num copo de shaker e uma varinha mágica, passar bem até conseguir uma massa homogénea. 
Barrar uma frigideira pequena com óleo de coco. Aconselho uma frigideira de 15 cm de diâmetro no máximo, desta forma podem fazer as panquecas bem altas e ao mesmo tempo ficam mais fáceis para virar.

O segredo para não queimar as panquecas de um lado enquanto estão à espera que fiquem prontas para virar é fazê-las em lume médio/baixo, quando viram a massa na frigideira esta tem que estar bem quente mas depois desçam dois ou três pontos o lume e tapem a frigideira com uma tampa, desta forma vai cozinhando lentamente e não queima.

e pronto temos panquecas prontas para devorar! 

Podem comer mesmo assim, pois ficam bem saborosas, ou podem armar-se em Jamie Oliver e fazer como eu, cobertura de cacau, óleo de coco e mel com recheio de whey e iogurte grego.

De facto quando fazemos comida para nós não é preciso que fique bonita, mas não negligenciem este pormenor, quando abrirem o tupperware e virem uma panqueca toda redondinha e dourada em vez de um monte de massa partida e queimada vão ter orgulho naquilo que fizeram, e isso, faz toda a diferença!

Agora ficam aqui algumas fotos destas últimas que fiz:

Panqueca proteica

Panqueca proteica

Panquecas anabólicas

Panqueca Anabólica Master Músculos


Têm bom aspecto não é? pois têm, e estavam deliciosas!


Macros pelas 4 panquecas (a totalidade da massa):

75g Proteína
29g Hidratos
5g Gordura


Após ter-se instalado a loucura total no facebook do MM com esta publicação e de ter recebido ameaças à minha integridade física caso eu não faculta-se a receita do dito, venho então partilhar com vocês como preparar este delicioso crepe, que tanto pode servir de pequeno-almoço como de sobremesa!

A Base de tudo isto começa pelo crepe propriamente dito, ao contrario do que muitos possam pensar, é a parte mais simples e rápida de todo o processo. Na verdade costumo fazer esta massa à olho e não verifico muito as quantidades, mas vou tentar ser o mais explícito para não falharem. Podem alterar alguns ingredientes ao vosso gosto mas não garanto que o resultado seja o mesmo, esta massa fica sempre bem e é extremamente rápida de fazer!
Bem, vou deixar-me de renhónhó e passar a acção:



Ingredientes para a massa de Crepe:

200ml de clara liquida
2 ovos
25g Farinha de aveia (2 colheres de sopa aprox)
2 Colher de Sopa de Iogurte Grego (Lidl Light 1kg)
pisca de canela (à gosto)
umas gotas de extracto de baunilha
umas pedrinhas de flor de sal (ajuda a intensificar o sabor e fornece minerais)

Preparação:
Colocar todos os ingredientes num liquidificador, copo da varinha mágica ou mesmo num shaker e bater bem até obter uma massa lisa e homogénea. Se por acaso não tiverem nenhum destes artefactos, vão comprar se faz favor! 

Notas: Esta massa pode ser feita no dia antes à noite e pode conservar-se no frigorífico até 2 dias, o que permite poder fazer massa para dois dias seguidos.
Para quem não quiser usar iogurte na massa pode simplesmente omiti-lo ou ainda usar esta outra receita do blogue, aqui

Recheios:

Pasta de amêndoarroba (amêndoa + alfarroba):

Este delicioso recheio nasce de uma técnica culinária arrojada e de dois ingredientes impressionantes. Os ingredientes são pasta de amêndoa e farinha de alfarroba e a técnica é "mexer" !!! Tão simples quanto isso! Só precisamos de mexer e misturar bem a farinha de alfarroba na pasta de amêndoa. Fica uma espécie de nutella mas de amêndoa e sem chocolate. Podem testar com outras pastas de frutos secos, avelã, caju e até amendoim. Se preferirem ainda podem adoçar com mel ou xarope de maple. 

Doce de abóbora e coco sem açúcar: 

200g Abóbora cortada aos cubos
1 Colher de sopa de coco ralado
1/2 Copo de água
1 Pau de Canela
Adoçante ao vosso gosto, eu usei 1 colher de sopa de stevia em pó mas podem usar outro ou então, mel, xarope de agave, xarope de bordo, açúcar de coco, etc.
Este doce foi provavelmente um dos recheios de crepes que mais pedidos de receita recebeu, até tenho vergonha quando a dou, pois é tão simples que tenho ideia que o pessoal deve reagir do género: ah é isto! afinal é cozer abóbora até fazer puré? chamas a isto um doce?... De facto não passa de um puré de abóbora adoçado e aromatizado, mas podem crer que fica delicioso! 

Preparação:
Simplesmente cozer, em fogo lento, a abóbora na água e o resto dos ingredientes e ir mexendo de vez em quando até desfazer a abóbora num puré húmido e macio.

Depois de tudo isto é só preparar os crepes numa frigideira e montar cada crepe com quantidades generosas dos recheios e deliciarem-se com estas delícias dos deuses!